Viva





Preocupação é uma coisa comum na vida de todo mundo. Não é só você que se preocupa, não é só você que sente medo, não é só você que chora. O futuro sempre foi e sempre vai ser uma coisa muito relativa. Quanto mais tempo você passar se preocupando com ele, mais tempo você perder aproveitando o cara mais legal de todos: o presente.

Eu sei que parece discurso de adolescente irresponsável. Confesso que, sou sim adolescente e não tenho muitas responsabilidades. Mas, o fato é: não é uma questão de quantidade de responsabilidades ou de idade, tudo se trata de percepção.

Por muito tempo, vivi preocupada em ser a pessoa perfeita para todos os tipos de ambientes e adequada o suficiente para agradar as personalidades alheias. Passei horas  me preocupando com decisões que não eram cruciais no momento em que vivia. Por mais de meses, deixei de aproveitar a vida que estava acontecendo diante de mim por estar ocupada demais vivendo uma vida que eu não sabia nem se iria existir.

A verdade, é que eu estava fazendo da minha vida um verdadeiro jogo de The Sims. Eu tinha um plano de carreira e desejos milimetricamente calculados. Todas minhas decisões eram planejadas nos mínimos detalhes para que no futuro eu pudesse ser feliz. No futuro, não no presente.

Infelizmente, não tenho uma história inspiradora sobre como eu me dei conta desses meus erros rotineiros. Simplesmente, tive um lapso de pensamentos e caí na real. Parei de planejar, parei de me preocupar e questionei meu presente. Afinal, o que eu estava fazendo para me sentir feliz? 

Não importa quantos sorrisos existam naquela foto exibida na estante da sala de seus pais; não importa quantas vezes você tuite dizendo que é a pessoa mais feliz do mundo e não importa o quanto as pessoas comentem o quanto você parece estar feliz. A verdade é que você nunca vai sentir-se plenamente feliz. Você sempre vai ter esperanças de viver algo que lhe traga uma felicidade maior do que a sentida no momento em questão. Essa é nossa realidade: uma eterna busca por felicidade.

Você deve pensar que sou a pessoa mais pessimista do mundo e que não aproveito meus momentos de felicidade por pensar assim. Sei que, realmente, esse parece um discurso de uma pessoa só enxerga o lado ruim das coisas, mas não é não.

 Pois veja, é claro que, a consciência da não existência de uma felicidade máxima frustra metade de nossas vontades e esperanças, mas o que seria de todos nós se a felicidade fosse o “chefão” do nosso jogo da vida? O que aconteceria depois que o vencêssemos? Seria essa a razão da existência da morte? E se não, qual seria a graça de viver para sempre tendo gasto todos os seus “bônus” de felicidade?

Sobre felicidade, não me refiro a dar risada de uma piada que um amigo contou, ou assistir sua série favorita comendo brigadeiro. Digo aproveitar o momento. Quantas vezes você parou, olhou para aquela situação que te deixa alegre e pensou “queria que esse momento durasse para sempre”?  Isso é ser feliz. Querer eternizar todo simples momento só por sentir-se bem. É aproveitar cada segundo como se fosse único, o que, na verdade, realmente é único.


Pare de viver no futuro. Pare de evitar se sentir em paz. Pare de eternizar preocupações. Viva. 

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