DSNews: Hangar 110 está de volta!


Fala Disconcentrados!

Eu to saltitante com a noticia recém publicada nas redes sociais nessa terça-feira (11) pela equipe do Hangar 110 que a casa do cenário alternativo e underground brasileiro está de volta! O local foi inaugurado em 17 outubro de 1998, desde então foi um palco sonhado por muitas bandas e se tornou um local referência para o movimento. Em dezembro de 2017, o Hangar 110 fechou as portas e passou a ser Hangar 110 Produções que realizava shows -nacionais e internacionais- por todo o país. Mas para a alegria de todos, Marco (Alemão) e Cilmara reabrirão as portas da casa oficialmente em 1 de março de 2020.


Na minha adolescência, praticamente todas as bandas que eu ouvia tocaram no local várias vezes e meu sonho era ir no "templo do cenário" viver aquela energia que em muitas entrevistas eu ouvi falar. Eu tinha 16 anos na primeira vez que eu fui no Hangar 110, lembro de ficar um tempo com os olhos perdidos nos adesivos de bandas colados nas paredes e de como o palco é alto! Foi muito gostoso a experiência e eu quero voltar logo nessa nova fase!

O fato de não morar em São Paulo e de na minha cidade não ter casas com estrutura para shows de bandas locais e até bandas grandes mesmo, foi um dos principais motivos do Disconcentra nascer. Na época não tinha uma vitrine local para divulgação desses talentos e essa era a intenção do blog. O Hangar 110 foi um lugar tão referencia pra mim durante a adolescência e para um movimento inteiro, que eu citei ele algumas vezes no meu TCC, tanto a parte histórica quanto a parte visual.

E pra você conhecer mais sobre o lugar e todo o movimento, vou deixar aqui 2 documentários, que me valeram como base pro meu TCC e explica a força do local e da cena também.

Nem Tudo que acaba tem final 

Sinopse: O documentário ‘Nem Tudo Que Acaba Tem Final’ é uma narrativa que mostra o sinuoso caminho que o emocore trilhou no mundo do rock, onde se estabeleceu como uma vertente controversa e teve múltiplas características marcantes. O filme tem a presença de personagens emblemáticos da cena emocore no Brasil, como Lucas Silveira (Fresno), Koala (Hateen) e Nenê Altro (Dance of Days), além de outros envolvidos na temática abordada que contribuem para um conteúdo simples e transparente, assim como os pontos de vista em relação à deturpação do real significado do Emo, características sonoras, entre outros. Esta é uma produção autoral e independente, pensada para aqueles que nunca ouviram falar do Emo, para aqueles que sabem – ou acham que sabem – o que foi e, acima de tudo, um presente para os saudosistas que viveram a cena de perto e cultivam ainda boas lembranças desse movimento que marcou uma geração.


Do underground ao emo 

Sinopse: Documentário de 1h de duração, dirigido por Daniel Ferro, abordando as bandas independentes da cena hardcore melódico brasileira, no período da segunda metade da década de 90 até os dias atuais, até a explosão e sucesso de algumas no mercado mainstream. Com entrevistas exclusivas com artistas como Dead Fish, CPM22, Garage Fuzz, NxZero, Dance of Days, Gloria, Sugar Kane, Forfun, Fresno, Hateen, Cueio Limão, Street Bulldogs, Bullet Bane entre muitos outros envolvidos, o documentário revela imagens inéditas, coletadas de arquivos pessoais das bandas. O programa aborda ainda questões como a confusão que foi o termo "Emocore" no país, a relevância da casa Hangar 110 para o fortalecimento da cena, além de mergulhar nos reflexos gerados a partir de uma cena autossuficiente que se transformou ao virar a sensação dos jovens na primeira metade da década de 2000, culminando numa crise atual do underground.
O documentário completo você encontra no youtube

E vale lembrar que a cena vive e tem muitas bandas das antigas levando seu som por todo país e muitas bandas novas que estão ganhando espaço. Ah! E varias bandas retornando a ativa também!
Até a próxima!

-Luiza Melo

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