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25 janeiro 2025

É a vez do plano A

25 janeiro 2025
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Já perdi as contas de quantas vezes falei pra mim mesma "coragem garota, é só fazer. Você sabe como fazer..." e eu me pego olhando por horas pra tela, proscrastinando de diferentes formas (aquela roladinha no feed do Instagram que viram horas ou uma rápida partida naquele jogo do celular, que vira bem mais de uma. É, você não tá sozinho nessa), o cursor piscando na página branca pronta pra receber um rascunho de palavras que ecoam na minha cabeça, mas não são despejadas ali. Tô falando da escrita, mas podemos ampliar isso para outras habilidades que também cabem nesse espaço virtual que a tantos anos chamo de meu.


O último ano (2024) foi complicado, desafiador, transformador e importante pra mim. Eu vivi muito. Vi a minha banda favorita encerrar oficialmente em uma tour linda que vi 5 shows, fui a 46 shows, abracei meus artistas favoritos (mais de uma vez e sou infinitamente grata por isso), me formei na minha segunda graduação e foi na UNICAMP, trabalhei em um festival que eu amo, casei uma das minhas melhores amigas, fiz amigas muito especiais, viajei, me conectei mais ainda com as minhas irmãs e tudo isso ficou registrado nas minhas redes sociais e o tanto que fui feliz e agradecida por viver cada momento, mas não é só sorrisos a vida, né?! 

Tive um burnout. O peso de tudo que cabe dentro dessa palavra, bagunçou bastante quem eu sou. Eu me perdi, não sabia dizer quem eu era, no que era boa e quem eu era além do meu trabalho. Sem perceber muitas coisas foram perdendo a graça e quando eu fui parada (obrigada Dr.), forçada a olhar com carinho pra mim mesma, percebi ter perdido a conexão com o que me faz feliz, com quem sou e meu propósito. E o que fazemos quando perdemos algo? Eu -geralmente prometo alguns pulinhos pra São Longuinho e - começo a procurar. E foi o que eu fiz, foquei em me encontrar. 

Vou ser bem honesta com vocês, como é difícil! Não é que nem quando um pé da sua meia resolve ir pra Nárnia e você tem que revirar seu quarto pra procurar... É um pouco mais profundo. Eu me coloquei a redescobrir o que eu amo. Parecia que estava conhecendo uma pessoa a primeira vez. Fiz listinha desde quais são as minhas cores favoritas (porque o meu mundo, que normalmente é beeeem colorido, se tornou preto, branco e cinza), meus livros e filmes favoritos, reassiti o que eu me lembrava que me fazia feliz e tentei novas opções também. Isso valeu também pra música, moda, conteúdos que eu consumia, foi como ter um encontro com alguém novo. Dentre essas coisas, eu resolvi focar em um pilar que defini muito o que eu sou (e eu ouvi que eu não era tanto assim e isso mexeu muito comigo), a minha criatividade. Escrevi, desenhei, costurei, pintei, inventei, bordei, fiz crochê, fotografei... entrei numa forte onda dos trabakhos manuais e me lembrei de algo muito importante: Eu SOU criativa. 

Isso se valeu para muitas das coisas que me fazem ser quem sou. Não foi sozinha que fiz isso, tive um apoio da minha família, dos meus amigos e comecei a terapia. Façam terapia! E numa, entre várias sessões semanais, um tanto já me encontrada, cheguei a uma reflexão: eu fui pro plano B, C, D.... eu deixei o plano A de lado! Por medo, por oportunidades, pelo momento, eu fui aos poucos desviando de quem eu queria ser e o que queria fazer. E quase como uma luz divina vinda dos céus, eu encontrei quem eu estava procurando (tá, ainda faltam alguns pontos serem acertados e algumas coisas serem colocadas no lugar, mas num geral, encontrei o pé de meia que tinha sumido). Eu acredito em Deus, numa força divina que conversa com o nosso mundo e cada um sabe, dentro de si, como ouvir. Eu, já mais encontrada e numa crescente de melhora do meu quadro, fui "bombardeada" com vídeos, textos, mensagens e conversas que seguiam a mesma ideia: 

Se um sonho está no seu coração e mesmo que você deixe de lado, ele sempre volta com força, talvez, os céus estejam te indicando o seu caminho. Na dúvida: siga o seu coração. 


E aqui chegamos no ponto central desse texto: esse cantinho na vasta Internet foi idealizado por mim e uma amiga lá em 2013 e nunca saiu do meu coração. Por diversas vezes eu estive aqui e precisei me afastar, mas o Disconcentra é o que faz sentido pra mim. Tem muito de quem sou, do que gosto e eu quero tentar. Seja com os textos, com fotos ou vídeos, eu quero tentar, mas tentar pra valer, porque como muitos que me conhecem dizem "você (eu, no caso)
nasceu pra isso!". Eu sei fazer isso, eu estudei muito pra estar onde estou e se você acha que me arrependo dos outros caminhos, quero deixar claro que não, eles me deram bagagem pra eu estar pronta pra finalmente seguir o Plano A. 

Mais um vez, muito obrigada aos meus, que me apoiam, me aguentam, me amam e me incentivam de diversas formas estar aqui, vocês são fundamentais pra eu ser quem sou. E assim eu começo mais um capítulo dessa história, estarei aqui com frequência e vamos nos vendo nos comentários, nas conversas,  nos shows e no muito que - se tudo der certo - vem por aí.

Feliz em estar de volta e pronta pra fazer acontecer. 

Com todo meu amor e carinho, 

Luiza Melo


01 janeiro 2025

Feliz 2025, feliz ano do amor.

01 janeiro 2025
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Bem vindo 2025 

Que esse seja um ano de vivermos o amor: 
amor próprio, amor aos que estão próximos e amor para com o próximo. Que possamos celebrar as nossas conquistas e realizações e aprender a ver o copo mais cheio do que vazio. 

2025, venha com calma, suave como uma brisa de praia no fim de tarde enquanto admiramos o por do sol. 

2025, traga coisas boas nos seus movimentos, traga novos sonhos, grandes realizações e a lembrança diária de que nós somos movidos pelo amor. 

Feliz 2025. Feliz ano do amor 💕

01 janeiro 2021

Bem Vindo 2021

01 janeiro 2021
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Fala Disconcentrados, 

A chegada de um ano novo nunca foi tão comemorada por mim, e ouso dizer, que o mundo todo tinha um pouco desse sentimento. Dois mil e vinte, foi um ano intenso, difícil e inquieto. Tivemos que reaprender, nos adaptar, nos despedir, nos abraçar virtualmente, nos aproximar a distância. Foi um ano – mesmo que as coisas não vão mudar da noite pro dia – que me despedi gritando “ADEUS ANO VELHO!” abraçando com cada pedacinho de mim o ano novo, sim 2021, que estava chegando com o verso seguinte da música de Ano Novo: “FELIZ ANO NOVO!”

Que esse novo ano seja mais abraço e aconchego, para cada um. Que a esperança esteja nas vidas de todos vocês que estão lendo e das suas famílias também. Que em 2021, mesmo dentro de casa, ou de máscara se você ainda precisa sair, seja um ano de conquistas, realizações e união. Nesse novo ano, nesse feliz ano novo, possamos estar dividindo e celebrando cada pequena vitória com sorrisos e boas palavras, bons sentimentos. Que esse novo ano, nos traga a tão sonhada picadinha para voltarmos a nos abraçar logo!

Como em todo ano, meu abraço de ano novo para você que lê meu blog, é uma playlist anual. Nela eu coloco tudo o que eu tenho ouvido durante o ano que está começando, e esse ano não será diferente. Ano passado teve a playlist Bem Vindo 2020 durante o ano todo, foram 343 músicas que embalaram meu ano e deixo aqui se você ficou curioso pra ouvir (clique aqui)

Esse ano a Bem Vindo 2021 já começou, e eu espero que as músicas dessa playlist que irá se formando durante esse ano, te abrace, te faça dançar, te emocione, desperte uma nostalgia, ajude na sua faxina, que te anime!

Que seu ano seja lindo, transformador. Feliz Ano Novo, Feliz 2021! 

Com amor,

Luiza

22 outubro 2020

Tá rolando uma reorganização aqui.

22 outubro 2020
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Estou me reorganizando e precisava escrever sobre isso. Em algum momento nesse mundo louco que estamos vivendo - e que pra mim não tem nada de "novo normal" - eu consegui me encontrar, acertar as coisas, dar uma organizada na bagunça em que estava a vida. Ajeitei tudo o que dava, no lugar que dava, para poder respirar um pouco melhor. No fim ficou organizado. Durou alguns meses. 

Mas hoje, está tudo bagunçado de novo e essa bagunça fui eu que fiz. Eu estou me reinventando. 

Nesse mundo caos, me redescobri por entro e por fora. Me questionei, aprendi coisas novas, deixei de lado algumas ideias, achei outras que tinha guardado no fundo do baú. Abri tudo, revirei os armários, joguei tudo em cima da cama e sentei no chão para olhar cada item e separar o que ia ficar e o que ia embora. E tem sido um processo longo, de amadurecimento e com muitos aprendizados. 

Teve momento - e tem tido -, que eu quis guardar tudo de volta do jeito que está e só deixar lá e seguir no comodismo. Até tentei, confesso. Descobri que não dá. Uma vez que você revira tudo, relê os sonhos de infancia, se questiona o que você está fazendo, se pergunta se aquela blusa de lã ainda combina com você apesar dela ser bem quentinha, não tem como voltar atrás. Quando a inquietude pela melhoria, a inquietude pela mudança te atinge, não tem mais jeito. Quando você começa as coisas da primeira prateleira, não tem mais volta, ali você já começa a mudar. Quando você coloca a bagunça no chão para liberar a cama pra dormir, você já está dentro da mudança. Ela é inevitável, ela acontece.  

Eu encontrei coisas no fundo do baú que eu fico me questionando como eu tive coragem de colocar lá e fingir que não estava por tanto tempo. Já tirei o pó e coloquei na prateleira para estar sempre a mão. Estou tirando aquilo que me deram e não me serve, ou não me serve mais. Estou tirando aquilo que um dia me coube e eu me dei, mas hoje não faz mais sentido ficar. Eu estou fazendo uma limpa, em busca de entender o que combina com as minhas transformações, as minhas mudanças e - ousadamente- meu novo eu. São roupas, ideias, falas, sapatos, objetivos, acessórios que não cabem mais no meu dia a dia.

Eu estou no final dessa reorganização, mas sei que logo farei outra e depois outra e seguirei reorganizando, mudando. Novas coisas na prateleira, coisas que estavam a muito tempo guardada. Coisas que não fazem mais sentido estão indo embora, mas não sem deixar uma marca para contar a história e marcar o momento. Estou feliz em reorganizar tudo. Você é sempre bem vinda, mudança. 

Esse é um texto sobre faxinas materiais e internas. 

23 março 2020

#QuarentenaDS: A primeira semana

23 março 2020
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Fala Disconcentrados,

Como vocês estão de quarentena? Lavando as mãos? Ficando em casa? Por aqui o isolamento social começou dia 16 de março e seguimos contando. É uma situação muito triste que está acontecendo com o mundo e temos que nos unir - separadamente - para enfrentar isso.

Nessa primeira semana, foquei em uma adaptação da rotina, organizar o tempo, pegar as orientações sobre como será as aulas a distancia na faculdade. E isso foi mais complicado do que imaginei, porque você primeiro pensa em fazer um milhão de coisas e ser produtivo e depois se depara com a monotonia.

Pra me ajudar nesse período eu fiz uma listinha de atividades que eu gostaria de fazer nesse período, planejei primeiro para o final de março até o dia 12 de abril - hoje já fiquei sabendo que ficarei mais tempo em casa e já aumentei os planos até o final de abril. Aqui ta um pedacinho dela:

  • Assistir 1 filme por dia
  • Estudar inglês
  • Estudar espanhol
  • Postar no Disconcentra
  • Estudar sobre mídias sociais
  • Ler um livro 
  • Fazer trabalhos da faculdade
Com essa lista em mãos, organizei o que eu precisava pra cada atividade - materiais e tempo - e distribui no planner pra manter organizado. Coloquei também um momento pra assistir série com a minha mãe e minha irmã e pra fazer tarefas de casa. Procurei não montar todos os dias iguais e aos poucos, vou ir adicionando e mudando essa rotina pra ficar mais dinâmica e diferente do período anterior. O importante é ela ser criada. E tudo bem se você não fizer tudo no dia, priorize suas atividades ao longo do dia e não crie pressão. 

E como você está lidando com a quarentena? Eu pretendo voltar mais vezes aqui no Ds e compartilhar o que to assistindo, ouvindo, estudando, o que ta me ajudando a concentrar e etc. 

Fiquem em casa, lavem as mãos, se cuidem! 

Com amor, 
Luiza Melo

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